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Aos
7 anos, Genésio Ferreira da Silva foi dado por sua
mãe ao fazendeiro Darly Alves da Silva. Aprendeu a
pastorear o gado, cuidar da roça, e também a
engolir em seco as violências que sofria e a ouvir calado
histórias de crimes cometidos pelos filhos e pistoleiros
de seu tutor/dono. Aos 14, tornou-se a testemunha-chave do
processo que levou Darly à cadeia. Passara muito tempo
ouvindo o nome de Chico Mendes sendo xingado na Fazenda Paraná
e a morte do líder seringueiro sendo tramada. Escutara
até Darly conversando com seu filho Darci, assassino
de Chico, pouco depois de o ecologista ter levado o tiro que
o matou em 22 de dezembro de 1988. Quando Zuenir Ventura chegou
ao Acre, em abril do ano seguinte, Genésio já
tinha contado à polícia o que sabia, e recebia
várias ameaças de morte. Ainda assim, teve a
coragem de continuar contando a verdade, tanto para as autoridades
quanto para a imprensa, em especial para Zuenir, que acabaria
trazendo-o para morar no Rio durante um período. A
série de reportagens “O Acre de Chico Mendes”,
que valeu a Zuenir o Prêmio Esso, teve na entrevista
de Genésio um de seus grandes momentos. Ouça
aqui trechos desta entrevista.
Em
tempo: apesar das ameaças, Genésio está
vivo.
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