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| No
dia da formatura |
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| No início da Escola Superior de Desenho Industrial |
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| Em
Paris, no agitado 1968 |
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| Recebendo
o Prêmio Esso |
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| Conversando com Fidel Castro em Cuba. Rubem Fonseca está à direita de Fidel |
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1931
- Nasce
em 1º de junho, em Além Paraíba (MG), Zuenir Carlos Ventura, terceiro
dos quatro filhos de Antônio José Ventura, seu Zezé, e Herina de
Araújo, dona Neném. Com alguns dias de vida ele já está viajando
com a mãe e o pai, que andava por várias cidades em função de seu
emprego no almoxarifado da Leopoldina. |
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1940
- Sua
mãe lava as batinas dos padres do Colégio Dom Helvécio, em Ponte
Nova, para mantê-lo estudando. Seu sonho é que ele siga a carreira
eclesiástica.
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Zuenir
(em pé, primeiro à esquerda) com o Selecionado
Estudantil num jogo em que ele estava contundido |
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1941
- José Ventura decide voltar a pintar casas e leva a
família para Nova Friburgo, sua terra natal, região serrana do Estado
do Rio. Ajudar o pai a pintar foi o primeiro de uma série de trabalhos
que teria na adolescência: contínuo do Banco Barra do Piraí, faxineiro
do Bar Eldorado, balconista da Camisaria Friburgo, professor primário
do Colégio Cêfel foram outros.
1949/1953 - Joga futebol no Selecionado
Estudantil, mas seu forte é o basquete: sagra-se campeão pela Sociedade
Friburguense, ganhando o apelido de Divino Mestre. Joga na seleção
da cidade e é convidado para jogar no Rio, mas não aceita, decidindo
ir para a capital só para estudar. |
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1954
- Muda-se
para o Rio e ingressa na Faculdade Nacional de Filosofia, da ex-Universidade
do Brasil, hoje UFRJ, onde quatro anos depois recebe o diploma de
bacharel e licenciado em Letras Neolatinas. Durante os três primeiros
anos no Rio mora no bairro de Vila Isabel na casa da sua tia Elisa,
avó de João Máximo, um primo que mais tarde se tornaria jornalista
por sua indicação. Constante na família Ventura, o nome Elisa seria
escolhido por Zuenir para batizar sua filha.
1955 - Trabalha como assistente do
filólogo Celso Cunha na cátedra de Língua Portuguesa, na então Faculdade
de Jornalismo, que se transformaria mais tarde em Escola de Comunicação,
da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
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Com
a equipe da coleção "A História
em Notícia"
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1956
- É redator de “A História em Notícia”, dirigida por
Amaral Netto, uma publicação paradidática que tratava os acontecimentos
históricos em linguagem jornalística.
1957 - Por indicação de um professor
seu da faculdade, Hélcio Martins, vai trabalhar como arquivista
da “Tribuna da Imprensa” no horário das seis da tarde à meia-noite.
1958 - Carlos Lacerda, proprietário
do jornal, pede um artigo sobre Albert Camus, autor que ninguém
da redação conhecia bem e de quem Zuenir gostava. Escreve e, graças
ao sucesso do texto, passa a integrar a equipe de copidesque da
“Tribuna”, sendo depois um dos secretários de redação.
1959 - Ganha em concurso uma bolsa
de estudos do governo francês para o Centro de Formação de Jornalistas,
em Paris. |
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1960/1961
- Paralelamente
aos estudos, trabalha como correspondente da “Tribuna” na capital
francesa. Faz uma reportagem curiosa para a revista “Senhor” sobre
a moda dos umbigos de fora em Saint-Tropez e, para o jornal, cobre
a passagem de Jango por Paris, antes de vir assumir o poder, a Conferência
de Paz para a Argélia, em Évian, o encontro de cúpula entre Kennedy
e Kruschev, em Viena. Quando volta ao Brasil, conhece Mary Akiersztein
na redação da “Tribuna”, de onde ela era repórter, e começam a namorar.
1962 - Casa-se com Mary. Vai para o
“Correio da Manhã” como editor internacional e passa a dar aula
de Comunicação Verbal na Escola Superior de Desenho Industrial,
da qual é um dos fundadores.
1963 - Nasce Mauro, seu primeiro filho.
1964 - Mary vai cobrir o Festival de
Cinema de Cannes para o “JB” já grávida, acompanhada do marido,
numa viagem providencial. A polícia procurava os dois como “subversivos”.
Em Cannes, começa uma forte amizade com Glauber Rocha, que participava
da competição com “Deus e o diabo na terra do sol”. Na volta, nasce
Elisa, sua segunda filha.
1965 - É convidado para reformular
e dirigir a redação do “Diário Carioca”. Transfere-se em seguida
para a revista “O Cruzeiro”, da qual passa a ser chefe de reportagem.
1966 - Dirige a redação da revista
“Fatos & Fotos”.
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Posando
com os colegas da prisão |
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1967
- Participa da concepção de O Sol,
jornal que faria história mesmo durando alguns meses apenas.
Chefia a sucursal Rio da revista Visão.
1968
- Acompanha em Paris a mobilização dos estudantes. Tido
como o articulador da imprensa do Rio para o Partido Comunista,
é preso após o AI-5 e passa três meses entre o Sops, o Dops, o quartel
da PM Caetano de Faria e o do Exército em Harmonia. Divide cela
com Hélio Pellegrino, Ziraldo, Gerardo Mello Mourão e Osvaldo Peralva.
No mesmo dia de sua prisão, sua mulher e seu irmão são levados pela
polícia e permanecem presos durante um mês. Zuenir deixa a prisão
em março de 1969 com o aval de Nelson Rodrigues, que conseguira
junto aos militares a libertação de Hélio Pellegrino, mas este condicionou
sua saída à do companheiro de cela.
1969 - Produz para a Editora Abril
a série de 12 reportagens “Os
anos 60 - A década que mudou tudo”, mais tarde lançada em
livro. |
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1970
- Dirige
a redação do “Correio da Manhã”.
1971 - Volta para a “Visão”, ocupando
a chefia da sucursal carioca até 1977.
1974 - Numa edição especial da “Visão”
sobre os dez anos da ditadura militar, escreve uma reportagem sobre
a cultura neste período em que, para espanto de artistas e intelectuais,
Glauber Rocha afirma que Golbery do Couto e Silva, chefe do SNI,
era um “gênio da raça”. Em seguida, cobre a Revolução dos Cravos,
em Portugal, onde encontra Glauber.
1975 - Colabora como roteirista no
documentário “Que país é esse?”, realizado por Leon Hirzsman para
a Rádio e Televisão Italiana.
1977
- Troca a "Visão" pela "Veja", também como chefe da sucursal.
Neste período, coordena a cobertura da morte de Cláudia Lessin Rodrigues,
com a qual os repórteres Valério Mainel e Amigucci Gallo ganham
o Prêmio Esso. A equipe descobre que Cláudia não morrera de overdose,
como sustentavam os assassinos, mas por causa de uma pancada na
cabeça. Participa também de uma matéria de capa sobre a violência
no Rio, na qual se usa pela primeira vez a expressão "guerra civil"
para abordar o tema. |
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Ao lado de Drummond: entrevista histórica |
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1980
- Faz
uma longa entrevista para a "Veja" com Carlos Drummond de Andrade,
depois de décadas de silêncio do poeta.
1981 - Vai
para a “IstoÉ”, também como diretor da sucursal do Rio.
1985 - É convidado a reformular a revista
Domingo, do “Jornal do Brasil”.
1986 - Edita o Caderno B e logo depois
cria o Caderno B-Especial e o suplemento semanal Idéias, voltado
principalmente para a literatura.
1988 - Fica afastado dez meses do jornal
para escrever “1968
- O ano que não terminou”, que se torna um best-seller,
já tendo vendido mais de 200 mil exemplares. O livro também é usado
como inspiração para a minissérie “Anos rebeldes”, de Gilberto Braga
e Sérgio Marques, na Rede Globo.
1989 - Por decisão dos editores Marcos
Sá Corrêa e Flávio Pinheiro, é feito repórter especial do “JB” e,
como tal, vai ao Acre, onde o líder seringueiro e ecologista Chico
Mendes fora assassinado em dezembro de 1988. Fica mais de um mês
no estado apurando o crime e produz uma série de reportagens que
lhe vale dois prêmios: o Esso de Jornalismo, o mais importante do
país, e o Wladimir Herzog, de direitos humanos. |
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1993
- Como
reação às chacinas da Candelária (oito meninos mortos) e de Vigário
Geral (21 pessoas mortas), ajuda a criar o Viva Rio, organização
não governamental voltada para projetos sociais e campanhas contra
a violência.
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| Entrevistando
um morador de Vigário Geral |
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1994
- Depois de passar nove meses indo à favela de Vigário
Geral, transforma a experiência no livro “Cidade
partida”, um retrato das causas da violência no Rio. O livro
ganha o Prêmio Jabuti de Reportagem.
1995 - Por decisão do então editor-chefe
Dácio Malta, torna-se colunista semanal do “Caderno B”. Numa viagem
a Cuba com uma delegação brasileira, encontra-se com Fidel Castro
e entrevista ao lado de Rubem Fonseca o escritor cubano Senel Paz.
1997 - “Cidade
partida” é traduzido para o italiano com o título “Viva
Rio”.
1998 - Abre a coleção
“Plenos pecados”, da editora Objetiva, com “Inveja
- Mal secreto”, livro em que, entre outras coisas, narra
seu tratamento vitorioso contra um câncer na bexiga. Também
escreve, a convite do caricaturista Cássio Loredano, “O
Rio de J. Carlos” (Lacerda Editores), um longo texto seu
acompanhando desenhos do cartunista.
1999 - Deixa o “Jornal do Brasil”
e passa a assinar duas colunas: uma em “O Globo”, aos
sábados, e outra na revista “Época”, inicialmente
semanal e depois quinzenal. Reúne textos escritos para “Jornal
do Brasil”, “O Globo” e “Época”
no livro “Crônicas de um fim de século”.
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2000
- Publica
com Heloísa Buarque de Hollanda e Elio Gaspari o livro “Cultura
em trânsito - 70/80”, com textos escritos nessas décadas.
Com Izabel Jaguaribe, realiza o documentário “Um
dia qualquer”, capítulo da série “Seis histórias brasileiras”,
coordenada por João Moreira Salles para o canal a cabo GNT.
2001 - Passa a escrever textos semanais
também para o site no.com.br.
2002 - Com o fim de no.com.br, parte
da equipe cria o site nominimo.com.br, para onde Zuenir também
escreve. Faz as entrevistas e o roteiro de Paulinho da Viola
- Meu tempo é hoje, documentário dirigido por
Izabel Jaguaribe para marcar os 60 anos do cantor e compositor.
2003 - Passa a escrever duas vezes
por semana na página de opinião de “O Globo”,
deixando a coluna de sábado no Segundo Caderno. Deixa de
escrever na revista “Época”. Volta ao Acre depois
de 13 anos e, a partir do que vê, escreve a última
parte de “Chico Mendes – Crime e castigo”, livro
lançado pela Companhia das Letras tendo como base a premiada
série “O Acre de Chico Mendes” |
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